SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE CAMPINAS E REGIÃO
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MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO POPULAR NO DIA 16/12/2018 - BÔNUS PAGO ÀS POLÍCIAS DIVIDE OPINIÕES
MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO POPULAR NO DIA 16/12/2018 - BÔNUS PAGO ÀS POLÍCIAS DIVIDE OPINIÕES
 
O bônus pago pelo governo às polícias Civil, Técnico Científica e Militar do Estado de São Paulo gera críticas, em especial por parte de policiais civis, que consideram “obscuros” os critérios usados para a premiação. Os opositores entendem que esses critérios privilegiam, em grande parte, determinados servidores que não atuam diretamente com o combate ao crime, ao mesmo tempo que desvalorizam quem investiga e prende criminosos.
 
A Bonificação por Resultados (BR) aos policiais foi instituída em junho de 2014 como forma de unir as corporações no combate aos crimes de roubos, furtos e homicídio. O prêmio seria pago a cada três meses, sendo uma prestação pecuniária eventual, desvinculada dos vencimentos do policial. O montante seria de acordo com o cumprimento de metas definidas pela Administração, podendo ser fixado com critérios específicos por território, atividades especializadas ou ambos. O repasse varia de R$ 300 a R$ 5 mil.
 
Entretanto, a forma como é conduzido criou uma insatisfação e desgaste nas corporações. “O modelo é interessante e é maior do que bonificação. É um programa, baseado na política de segurança pública implantada nos estado do Pernambuco e Espírito Santo, que ajudou a reduzir homicídios e que deveria orientar as policias”, disse a coordenadora do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo. “O programa estabelece metas, mas para guiar onde quer se chegar. Visam redução de crimes e não de produtividade.”
 
Segundo a coordenadora, o Instituto não tem informações de como o programa funciona na prática em São Paulo, uma vez que ele é “muito fechado”.
 
Para os policiais civis de Campinas, o critério usado para o prêmio está mais para desvalorizar o policial que trabalha, do que incentivar. Na prática, o bônus é destinado a todos os policiais, independente da função, que pertencem a uma área onde houve redução dos índices de criminalidade. Portanto, se uma delegacia que produziu poucas prisões ou solucionou poucas investigações pertencer a um batalhão da PM que teve nota satisfatória, todos os funcionários recebem o mesmo que os policiais militares.
 
O último bônus pago foi no começo de novembro, referente ao primeiro trimestre. Nesta semana, o Estado notificou o pagamento do segundo trimestre para o próximo dia 27 e novamente gera críticas.
 
Campinas conta com três batalhões da Polícia Militar do Interior (BPMI) — 8º, 35º e 47º. A área do 8º BPMI foi a que teve nota satisfatória e, portanto, pontuação para receber o maior prêmio.
 
“A forma como é paga desvaloriza os que estão produzindo e não conseguiram atingir a meta por vontade alheia. Ela se torna ainda mais errada em beneficiar os administrativos, que em alguns casos, vão receber o teto máximo, sem fazer nada”, lamentou um policial.
“Entendemos que a ideia é fazer a integração das polícias e estimular a diminuição de crimes, mas ela é injusta. Precisa ser corrigida essa distribuição”, disse o presidente do sindicato dos Policiais Civis da região de Campinas (Sinpol), Aparecido Lima de Carvalho, o Kiko. “Já estamos conversando com o delegado-geral de polícia para vermos uma forma mais justa.”
 
Para a presidente da Associação dos Funcionários da polícia Civil do Estado de São Paulo (AFPCESP), Lucy Lima Santos, o critério usado pelo governo para pagamento da BR é um mistério e não beneficia a todos. Para ela, é preciso que haja um regimento mostrando de forma transparente os critérios usados para pagamento desse prêmio. “Há cidades que foram beneficiadas com o bônus, mas nem todos os policiais receberam. Então a gente não sabe quem de fato tem direito. Ele está mal distribuído. Os servidores reclamam mas não registram queixas por escrito temendo represálias. Há muitas divergências no critério e esperamos que o novo secretário de segurança e o delegado-geral revejam esses critérios”, disse Lucy.
 
Entre os critérios para pagamento do bônus consta que o policial tem que ter trabalhado no mínimo 46 dias dentro dos três meses. O valor é pago de forma proporcional aos dias trabalhados. Quem ficou de férias ou afastado não tem direito ao valor integral.
“O modelo de polícia no Brasil é de trabalho separado. Mas não é assim que se combate o crime. A meta é conjunta. É preciso que elas se unam e que assumam responsabilidades. Pelo projeto, as polícias, de cada região, deveriam se reunir todo mês, discutirem os resultados e ver juntas onde precisa investir mais esforços. Eu não vejo isso acontecendo”, disse Carolina.

Escrito por:
Alenita Ramirez
 
Att,
Aparecido Lima de Carvalho
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